Charity, Meu Amor
Nota IMDB:
★ 6,9 /10
Gênero:
Comédia dramática, Comédia romântica, Musical
Ano:
1969
Direção:
Bob Fosse
Roteirista:
Neil Simon, Federico Fellini, Tullio Pinelli
Estrelas:
Shirley MacLaine, John McMartin, Ricardo Montalban

Sweet Charity

“Sweet Charity” é, sem dúvida alguma, uma das estreias mais vibrantes da história do cinema. Bob Fosse toma conta de sua obra, deixando claro, desde o início, que, sim, há muita experimentação, mas nada impensado. As sequências impressionantes de dança já eram esperadas, o que chama a atenção é o seu farto domínio da linguagem cinematográfica. Fosse usa a câmera na mão, sabe exatamente quando deve optar por planos específicos, capazes de exprimir algo a mais e apresenta uma noção espacial impressionante – sua mise en scéne é digna de um veterano. Eu poderia ficar citando inúmeras cenas, porém acredito que a que se passa em um salão chiquérrimo é suficiente para compreender a magnitude do trabalho de Fosse.

A montagem o ajuda bastante. A câmera lenta salienta a importância de determinado momento, assim como as imagens sobrepostas de Charity. Os Freeze Frames são utilizados de forma recorrente, tendo conotações variadas dentro da trama. Algo que se repete é a colagem de fotos, criando uma espécie de álbum sobre a fase que a protagonista se encontra em sua vida. O tempo é muito bem distribuído, não há nada jogado fora e a montagem acelera as coisas na hora certa, sempre mantendo o espectador atento ao que acontece em tela. O timing cômico também é algo a ser enaltecido, cortes abruptos – eternizados em “All That Jazz” – e rápidos flashbacks fazem toda a diferença.

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