Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos
Nota IMDB:
★ 7,9 /10
Gênero:
Cinebiografia, Cinema LGBTQIA+, Romance
Ano:
1985
Direção:
Paul Schrader
Roteirista:
Chieko Schrader, Paul Schrader, Leonard Schrader
Estrelas:
Ken Ogata, Masayuki Shionoya, Hiroshi Mikami

Mishima

“Mishima” foi um dos poucos filmes que me deixou sem palavras. Bem, primeiro gostaria de dizer que entrei completamente cego, não sabia quem era Yukio Mishima e demorei um pouco a compreender a lógica narrativa idealizada por Schrader. A montagem pode parecer desconexa, flutuando constantemente entre o presente, o passado e o fictício, mas não, ela é absolutamente impecável, combinando perfeitamente as linhas temporais e realizando cortes que, além de significativos, esbanjam sensibilidade.

“Mishima” é um filme essencialmente japonês, mesmo tendo sido dirigido por Paul Schrader e produzido por Francis Ford Coppola e George Lucas. Digo isso, não só pelos aspectos tradicionais e culturais, mas, principalmente, pelo tom poético e melancólico da obra. A fotografia diferencia os espaços, mostrando que, para Mishima, suas obras eram sua salvação, o que dava cor e sentido à sua vida. Ele surge primeiro ainda criança, morando na casa da avó, que o havia tirado dos braços de sua mãe, alegando debilidade e apelando para chantagens emocionais. Em determinada cena, os dois vão ao teatro. O protagonista fica encantado com a natureza camaleonica do palco e ressalta: “homens se transformam em mulheres”.

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