
Hamaguchi fora do Japão, filmando em francês e japonês. Virginie Efira é Marie-Lou, que dirige uma casa de repouso para pacientes com demência na periferia de Paris e tenta implantar um método de cuidado que a equipe resiste em aceitar. Tao Okamoto é Mari, dramaturga japonesa com doença terminal que acaba virando artista residente da casa. As duas dividiram o prêmio de Melhor Atriz em Cannes, e o filme é o representante do Japão no Oscar.
Não encontramos onde assistir.

Ella mora em Berlim com as duas filhas e organiza uma viagem enquanto as meninas brigam por privacidade. Uma noite de festa manda o filme pra um lugar completamente diferente, e daí em diante Sandra Wollner trabalha luto, culpa e memória em planos longos que não deixam o espectador confortável em nenhum momento. Levou o prêmio principal da mostra Um Certo Olhar em Cannes e o Coração de Sarajevo de Melhor Filme.
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Béatrice é uma acadêmica escrevendo um livro sobre teorias históricas da memória, até ficar obcecada pelo Cronovisor, um suposto aparelho oculto capaz de exibir imagens de qualquer ponto da história numa tela de TV. A obsessão tira ela do apartamento no Upper East Side e joga nas bibliotecas escondidas de Nova York. Dirigido por Jack Auen e Kevin Walker, é o filme mais estranho e mais barato dessa lista, e circulou por Rotterdam e pelo New Directors/New Films antes de chegar aqui.
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Ella mora em Berlim com as duas filhas e organiza uma viagem enquanto as meninas brigam por privacidade. Uma noite de festa manda o filme pra um lugar completamente diferente, e daí em diante Sandra Wollner trabalha luto, culpa e memória em planos longos que não deixam o espectador confortável em nenhum momento. Levou o prêmio principal da mostra Um Certo Olhar em Cannes e o Coração de Sarajevo de Melhor Filme.
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Um empresário de uma cidade pequena da Rússia vai demitir todos os funcionários pela manhã e descobre, à noite, que a mulher tem um amante. Zvyagintsev parte de A Mulher Infiel, do Claude Chabrol, de 1969, e muda o lugar: a história sai da França burguesa e cai na Rússia de 2022, com a guerra na Ucrânia atravessando tudo por baixo. O diretor de Leviatã faz o que sempre fez, usar uma crise doméstica pra falar do país inteiro. Levou o Grand Prix em Cannes e tem 98% no Rotten Tomatoes.
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Radu Jude pega o romance do Octave Mirbeau, de 1900, e transporta pra uma Bordeaux de hoje. Gianina é uma romena recém-chegada contratada como cozinheira, faxineira e babá de uma família rica francesa, e a câmera fica dentro dessa casa. Estreou na Quinzena dos Realizadores em Cannes e passou por Toronto e pelo Festival de Nova York. Repara no nome da patroa, Marguerite Donnadieu, que é o nome de batismo da Marguerite Duras: com o Jude, nada é acidente.
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Gray volta ao território que conhece melhor que ninguém: o Queens, a família e o dinheiro que promete salvar e destrói. Adam Driver é Gary, ex-policial, e Miles Teller é Irwin, o irmão engenheiro, e os dois entram num negócio com a máfia russa dos anos 80 do outro lado da mesa. Scarlett Johansson faz a mulher do Irwin. Teve dez minutos de aplauso em Cannes, abriu o Festival de Nova York e é coprodução entre Estados Unidos, Itália e Brasil.
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