
Uma chantagista com metade do rosto queimada ganha um rosto novo na mesa de cirurgia. O que não sai é a cicatriz de dentro. Cukor conta quase tudo em depoimentos de julgamento, e o filme é refilmagem de um sueco de 1938 que revelou Ingrid Bergman.

Um violinista pobre encontra uma mecenas rica pra bancar a carreira dele, e os dois se destroem no caminho. Detalhe bonito: quem toca o violino é Isaac Stern, que também emprestou as mãos para os closes de John Garfield.

Ela está entre dois homens e o filme não escolhe nenhum. Preminger trata os três como gente que muda de ideia, o que em 1947 era quase provocação. A censura pediu um final mais comportado. Ele não deu.
Não encontramos onde assistir.

Uma enfermeira apaixonada pelo ex vai perdendo o fio entre o que aconteceu e o que ela inventou. Crawford visitou alas psiquiátricas e conversou com médicos antes de filmar, e sempre disse que foi o papel mais difícil que fez. Rendeu a segunda indicação dela ao Oscar.
Não encontramos onde assistir.

Uma dona de casa cansada da miséria some do mapa e reaparece como socialite de luxo, no colo do crime organizado. A história é livremente inspirada no caso real entre o gângster Bugsy Siegel e Virginia Hill.

Uma dramaturga se casa com um homem encantador e descobre, por acaso, que ele e a ex dele planejam matá-la pela herança. O suspense é bom, mas o que segura mesmo é o rosto dela ouvindo a gravação. Terceira e última indicação dela ao Oscar.

Uma datilógrafa solitária se casa por impulso com um rapaz bem mais novo e vai percebendo, devagar, que ele não bate bem. Começa melodrama e termina em terror doméstico sem avisar a hora em que virou. Aldrich levou o Urso de Prata de direção em Berlim.